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16.7.10

Dzi Croquettes



documentário sobre lendário Dzi Croquettes


Pouca gente com menos de 35 anos já ouviu falar dos Dzi Croquettes, um grupo de vanguarda que combinava teatro, dança, irreverência e deboche em pleno auge da ditadura militar, na década de 1970. A atriz e diretora Tatiana Issa teve o privilégio de passar sua infância ao lado desses artistas, porque seu pai, Américo Issa, era cenógrafo do grupo. Até pouco tempo atrás, ela se espantava quando pessoas da sua idade sequer sabiam da existência deles. “Eles marcaram muito a vida de quem os viu no palco. Tudo o que eles representaram para as artes no Brasil e ninguém ter conhecimento disso? Sempre achei um absurdo”, comentou numa entrevista ao UOL Cinema por telefone de Washington, onde estava para uma exibição do filme “Dzi Croquettes” na Embaixada do Brasil (que aconteceu no final de semana passado).

Para reverter esse quadro, Tatiana resolveu fazer um documentário sobre o grupo. Ao lado de Raphael Alvarez, com quem divide o comando de uma produtora em Nova York, começou a pesquisar e tentar captar dinheiro para o orçamento. “Logo descobrimos que seria complicado. Ninguém queria investir num documentário sobre artistas homossexuais, sendo que alguns deles morreram de AIDS e outros foram assassinados. Muitas empresas ficaram com medo de se ligar ao filme”, aponta.

Contando apenas com suas próprias lembranças na cabeça e uma câmera na mão, a documentarista fez o filme sem recursos. “Foi um cinema de guerrilha. Durante um bom tempo, a equipe éramos apenas nós dois. Eu mesma ligava a câmera, ajustava a luz e entrevistava.” Apenas quando o filme estava quase concluído, o Canal Brasil entrou no projeto, ajudando na finalização, e agora lançará o documentário nos cinemas, no próximo dia 16.

Se para Tatiana um filme sobre os Dzi Croquettes era uma viagem à sua infância, para Alvarez foi uma descoberta completa. “Primeiro eu descobri que minha amiga não era louca. Que tudo aquilo que ela sempre contava sobre o seu passado, sobre crescer em meio a artistas de cílios longos e cobertos de purpurina não era mentira”, conta rindo. Para ele, fazer o filme foi como encontrar uma jóia rara. “Como eles eram um grupo que se apresentava em teatros, não havia muito registros sobre eles, como as bandas da época, que deixaram discos. A pesquisa foi muito árdua. Não foi fácil achar material das apresentações”.

Já Tatiana brinca que localizar materiais de arquivo para o filme foi uma operação digna de MacGyver, o protagonista do popular seriado de TV. “Não tinha absolutamente nada na internet sobre eles dois anos atrás. Hoje, existe muito material espalhado por aí, tudo por conta do filme”, comemora. A salvação veio através do artista plástico Marcos Bonisson que, na época do sucesso dos Dzi Croquettes, fez um documentário em vídeo. “Foi como reencontrar amigos nessas entrevistas. Vê-los falando trouxe um lado humano para o filme. Cada um contando sua história, a trajetória do grupo”, explica a documentarista. Além disso, a dupla encontrou num arquivo de um canal de televisão alemão extinto uma apresentação dos Dzi Croquettes, que foi gravada na íntegra em 1983.

Para complementar as imagens de arquivo, “Dzi Croquettes” conta também com entrevistas feitas com os membros do grupo que ainda estão vivos, como Claudio Tovar e Ciro Barcellos, além de depoimentos de artistas que viveram a época e, de uma forma ou outra, estiveram ligados ao grupo, como Ney Matogrosso, Marília Pêra, Maria Zilda, Claudia Raia, Jorge Fernando e Miguel Fallabella.


: fonte: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/07/15/revirando-bau-de-memorias-diretora-faz-documentario-sobre-lendario-dzi-croquettes.jhtm

6 comentários:

Honório Félix disse...

Vamos todos juntos! *-*

Paulo José disse...

e montadérrimos!

victor hugo portela disse...

Claro que vamos todos, ahazando!

Paulo José disse...

adoro quem se joga!

Natasha M. disse...

"vai ser muito bom, vai ser bom demais, pois sai da frente baby que tem muita gente atrás (...), então desgruda tiete, não sou dama nem valete eu sou Dzi Coquette" *-*

Paulo José disse...

sou também1 má rapáz!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk